O Secretário de Saúde, Fabrício Simões, destaca que a colaboração da população é essencial para diminuir a infestação do Aedes, já que 80% dos focos estão dentro das residências
No
último dia 23, terça-feira, o Governo de Minas Gerais decretou situação de
emergência por conta do aumento do número de casos de dengue no Estado Segundo
o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, até
segunda-feira, 22, 140,7 mil casos prováveis de dengue foram registrados em
Minas – incluindo os suspeitos e os confirmados neste ano. No ano passado,
neste mesmo recorte, o número era de 14,7 mil casos. A situação de Pedro
Leopoldo no que diz respeito aos casos de dengue é parte de um contexto do que
acontece em todo o Estado. No município,
até o dia 26 de abril foram 366 casos notificados, sendo 30 confirmados. Apesar
do número considerável, as maiores epidemias em PL foram nos anos de 2013 e
2016, sendo confirmados 1816 casos e 1515, respectivamente.
Atualmente
o risco de infestação na cidade é em média de 1,5%, estando pouco acima de 1%
considerado tolerável pelo Ministério da Saúde. Para evitar que os casos
cheguem a patamares maiores e diminuir o índice de infestação, a Prefeitura de
Pedro Leopoldo, através da Secretaria Municipal de Saúde, tem realizado ações
frequentes de prevenção e combate ao aedes
aegypti. No entanto, segundo o Secretário de Saúde, Fabrício Simões, a
colaboração da população é essencial, uma vez que 80% dos focos estão dentro
das residências. “O poder público tem feito sua parte no que lhe é permitido,
sempre amparado pela legislação. Estamos intensificando ações de vigilância em
saúde, desde mutirões, passando por fiscalização e até reforço nas unidades de
saúde. No entanto, peço encarecidamente o apoio da população para que se mantenha atenta às formas de
combater a proliferação dos mosquitos. Pelo bem estar
comum, pela saúde da sua família, dos seus vizinhos, retirem tudo que possa
deixar água parada. Todos precisam agir, o mosquito mata”, disse o Secretário.
Ações da Prefeitura
A Secretaria de Saúde de Pedro Leopoldo está alerta
para o aumento no número de casos das doenças transmitidas pelo Aedes (dengue,
chikungunya e zika). As ações de controle são realizadas durante todo o ano e
intensificadas em períodos críticos como os meses de março/abril (meses quentes
e chuvosos) devido à sazonalidade da doença. Os agentes municipais de saúde
realizam reuniões periódicas sobre ações no combate à Dengue, além de promoverem
campanhas de conscientização com parcerias como o Lanagro, e, ainda, mobilização
das empresas parceiras do Comitê junto aos seus trabalhadores (Copasa, Intercement,
Lanagro). Entregas de panfletos informativos em locais de fácil infestação e promoção
à saúde nas escolas infantis são outras medidas tomadas com frequência.
Recentemente a Prefeitura, por meio da Secretaria
de Saúde e Vigilância Sanitária, Secretaria de Obras e Serviços Públicos,
Secretaria de Educação, e com apoio do Comitê de Arboviroses, ainda realizou
mutirão de limpeza em regiões de risco que apresentaram Índice de
Infestação Predial elevados para Aedes aegypti no município. A
ação também contou com a parceria da Associação dos Catadores de Pedro Leopoldo
(Ascapel), Rede Comunitária em Ação (Recoa) e ONG Associação e Movimento Lagoa
Viva.
A
Secretaria Municipal de Planejamento Urbano por sua vez, alertou proprietários
de terrenos e lotes vagos para que os locais sejam mantidos limpos sob pena de
notificação e posterior multa, em obediência ao Código de Posturas Municipal.
Sobre o aumento da demanda nas unidades
de atendimento que acontece em todo o estado, a Prefeitura de Pedro Leopoldo
também deu rápida resposta. “Reforçamos a equipe médica no
PA. Os médicos que atendiam 6 horas, agora fazem 12 horas de plantão. Ainda
monitoramos diariamente a demanda nas unidades de saúde e aumentamos ainda mais
conforme a necessidade. Mas reforço que sem a ajuda da população para acabar
com os locais de proliferação, a tendência é os postos ficarem cada vez mais
lotados”, desatacou Simões.
UBV
A
utilização do veículo UBV (Ultra Baixo Volume) pesado, popularmente conhecido
como “fumacê” como modalidade de controle químico do vetor transmissor da
dengue somente pode ser realizado dentro das diretrizes do Plano Nacional de
Controle da Dengue e sob a supervisão e autorização da Secretaria de Estado de
Saúde, que inclusive está com o estoque de UBV baixo.
A
liberação do veículo fumacê é feita pela Secretaria de Estado da Saúde e
existem critérios bem definidos, entre eles, o município deve estar vivenciando
uma epidemia, que corresponde a uma incidência maior que 30 casos de dengue por
10.000 habitantes, o que no momento não acontece em Pedro Leopoldo. Devido ao aumento do número de casos, a Prefeitura tem feito
a utilização do UBV por meio de bomba. Os bairros Teotônio Batista de Freitas e
Felipe Cláudio já receberam o UBV leve por meio de bomba nos últimos dias e
ação irá se estender para bairros onde o índice for considerado alto nas
próximas semanas. Lembrando que o uso do carro do fumacê não foi autorizado
pelo Estado porque o Governo de Minas Gerais tem priorizado áreas de alta e
muito alta incidência de dengue e o município de Pedro Leopoldo, neste momento,
não está enquadrado nestes critérios.
A pessoa que apresentar febre, usualmente entre 2 e 7
dias, e duas ou mais das seguintes manifestações: enjoos, vômitos, manchas
vermelhas pelo corpo, (dor no corpo, dores de cabeça e dor atrás dos olhos),
deve procurar atendimento médico. Em criança os sintomas são apresentados
somente com febre de início súbito, usualmente entre 2 e 7 dias. “Caso
apresente alguns desses sintomas procure uma unidade de saúde mais próxima da
sua residência”, disse Simões.
O telefone da Vigilância em Saúde de Pedro Leopoldo é o (31)
3662-3776.